p. vi

Lá vai o moço, pelas ruas da cidade
em ronda ingrata, sem chegada.
Daí que encontra moça, prenda que
Sonhava, antes de sonhar
com o dia de encontrá-la.
Não há aqui mal-feitores,
só humanidade desmedida.
Nem foi mentira, por
absoluta sinceridade.
Nunca mente pra sí,
mas muito formoseia
na hora de explicar,
o que o fez em verdade,
sair em andança a procurar.
Moço singelo se põe a andar,
com explicações em desatino
como as estradas daquele lugar,
tão cheio e tão vazio
para aqueles olhos a procurar.
Encontra sua chaga!
Singelo andador!
Saíste em desatino...
Vá pelas vielas e
cante esse novo hino
não que faça som
nos ouvidos de moça amada
mas traz tristeza guardada
de outra alma amargurada
de moço sofredor.